ASSIM EU INFARTO
Jogamos bem ontem. Relembrando o grande "Placar Moral" do jornal O Globo, era para ter sido Flamengo 4 x 1 São Paulo. Porém, desperdiçamos muitas chances claras. Pasmem, nosso artilheiro, o grande Guerreiro foi responsável pelo desperdício de três delas. Mais claramente, nosso demolidor de caô teve durante o jogo quatro chances. Botou a bola na rede em uma (na quarta), perdendo outras três. Nosso nove finalizou com tranquilidade, fingindo o arremate duas vezes, esperando assim que o goleiro tricolor se jogasse no gramado para então tocar a pelota sutilmente no canto direito do arqueiro. Na comemoração, o ex-jogador do Corinthians foi às lágrimas. Na entrevista pós-jogo, disse ter tirado um peso das costas, pois o jejum de gols estava prejudicando até suas noites de sono. Mostra-se assim comprometido com a causa Flamengo. Ponto para ele que tem tudo para ser ídolo dos rubro-negros, ocupando uma lacuna deixada pelos três pilares do time campeão de 2009: Bruno (que infelizmente deixou de ser ídolo de maneira trágica), Petkovic e Adriano (que desde então, exceto um gol importante marcado quando jogou pelo Corinthians, não mais brilhou).
Repetiu-se no jogo de ontem no Maracanã, diante de impressionantes 36 mil pagantes (público total de 43 mil), a tônica da peleja diante do Atlético Paranaense, realizada no mesmo estádio - ou arena, para os moderninhos. O Flamengo foi infinitamente superior ao adversário, tendo com isso a possibilidade de aplicar uma goleada sem sofrer sustos. No entanto, por não aproveitar as oportunidades, o time acaba por complicar o jogo, tomando certo sufoco no final. Para se ter ideia, o primeiro ataque dos comandados de Osorio foi justamente a jogada que originou o escateio. Na cobrança do mesmo, após falhas de César e Samir, o time paulista fez 1 x 0. Definitivamente, já perdi as contas de quantos gols o Flamengo tomou a partir de jogadas aéreas dos adversários. Entra treinador, sai treinador e a coisa se repete. O sofrido ontem foi tão ou mais bizarro do que o tento assinalado por Ricardo Oliveira, há algumas semanas atrás, quando a torcida rubro-negra foi reforçada pela presença da competente e bela lutadora Ronda Rousey.
Logo após o gol são paulino, Ederson, que, enquanto teve fôlego, jogou bem, marcou o empate flamenguista. O tento do urubu nasceu de uma estourada de sua defesa, Guerreiro disputou a bola no alto com um defensor tricolor (alguns acharam que o artilheiros das duas últimas edições da Copa América cometeu falta, opinião essa que eu divirjo), a mesma sobrou para o camisa dez, que, com ela ainda a meia altura, fez um belo arremate com o "peito do pé", sem chances para o guarda-metas.
No segundo tempo, o time do time de Oswaldo de Oliveira foi maior. Talvez o gol logo no início e a instabilidade do adversário, que vinha de duas derrotas em casa, tenham contribuído para nossa superioridade. Éverton, improvisado na lateral-esquerda, supriu muito bem a ausência de Jorge. Samir, após a falha no gol são paulino, fez uma partida razoável, assim como Márcio Araújo atuando de primeiro volante. Outro protagonista foi Emerson Sheik. Impressionante, o cara tem trinta e seis anos, mas corre o jogo todo. Numa jogada de ataque, ainda no primeiro tempo, o Guerreiro esticou uma bola para ele, o zagueiro estava muito mais perto da mesma, mas, num pique para homenagear o tri-campeonato mundial de Usain Bolt, o veterano atacante rubro-negro conseguiu atingir a pelota antes que o defensor adversário o fizesse. O grande ponto negativo, como vem sendo há vários jogos, foi o Canteros. Lento na marcação e errando muitos passes, o meio-campista argentino já merece ter sua titularidade questionada. No entanto, o mesmo goza de muita simpatia dos treinadores. Oswaldo, ao que tudo indica, seguirá a cartilha de Luxemburgo e Cristóvão, mantendo o argentino no time titular, sobretudo com a recentíssima saída do paraguaio Cáceres.
Portanto, jogamos bem, mas passamos sufuco desnecessário no final. Desta vez não infartei, mas se quarta-feira, contra nosso grande rival, a coisa se repetir, muito possivelmente passarei a madrugada em alguma UPA por aí.
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