A primeira quinzena de abril foi tenebrosa para quem se desloca de Supervia. Não que as bizarrices ocorridas nesse recorte temporal sejam exceções na vida dos usuários da dita concessionária. Muito pelo contrário! No entanto, três descarrilamentos, queda de energia ocasionando atrasos colossais, passageiro literalmente ejetado de um trem que partia para Santa Cruz e manutenção no sistema de informação da Central, o que também ocasionou intervalos enormes, são acontecimentos por demais graves para o pequeno espaço de tempo. Dito isso, estou muito ansioso para ver quais serão as medidas tomadas pela nossa AGETRANSP, que é a agência reguladora responsável pela fiscalização da Supervia. Convém sublinhar que a referida agência está sofrendo ação do Ministério Público por improbidade administrativa. Por isso, as ações da AGETRANSP quanto aos absurdos da Supervia serão bastante esclarecedoras no sentido de mostrarem se o povo fluminense pode confiar na agência, de certo modo contrariando a interpretação do Ministério Público, ou se a Supervia é o que é em parte em função do funcionamento inadequado da agência. Por fim, o abril caótico oferece grande oportunidade para a agência se alinhar com o povo na luta por um transporte ferroviário mais DIGNO.
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